segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poético relato do retorno da Santa Missa no rito tridentino em uma pequena cidade do interior.


por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Que alegria sentir o ar puro
na manhã de um domingo
que amanheceu mais lindo
... amanheceu mais lindo!

Que bom ver aquele povo
de vida simples,
de cidade pequena,
e de coração grande.

Que alegria ver as famílias chegando
para assistir à Santa Missa na Matriz

Mas, naquela manhã
naquele domingo
naquela Igreja
naquela pacata cidade...
teve mais que ar puro pra se respirar.

Naquela Igreja, naquela manhã de domingo
Teve mais que ar puro pra se respirar
Teve o silêncio ao entrar na Igreja
O silêncio que favorece
a nossa prece,
o nosso momento com Deus.
Naquela manhã de domingo
Eu ouvi o silêncio na Igreja.

Naquela Igreja, naquela manhã de domingo
Teve mais que ar puro pra se respirar
Teve um canto
que elevou mais alto um tanto
as almas a Deus.

Naquela Igreja, naquela manhã de domingo
Teve mais que ar puro pra se respirar
Lá, se ouviu uma língua diferente
da língua que se fala vulgarmente.

Naquela Igreja, naquela manhã de domingo
Teve mais que ar puro pra se respirar
Foi lindo ver as mulheres de véu
como Nossa Senhora.
Pareceu-me naquela hora
estar mais perto o céu
 
A Santa Comunhão
de joelhos no chão
Na boca, não na palma
Me fez crescer na alma
O amor por Deus no coração.

E o zelo do sacerdote
Pelo sagrado que vivia
Fez mais belo aquele dia
Senti minh'alma sã
Naquele domingo de manhã
E na fé senti-me forte.

No altar, se viu o sacrifício
Que pra muitos é difícil
Conceber
Que tal possa acontecer.
 
De fato,
Naquela Igreja, naquela manhã de domingo
Teve algo mais puro pra se respirar.

   
As palavras nos são instrumentos limitados ao tentar descrever a emoção e a alegria de presenciar a comunidade católica de Araioses, cidade do interior maranhense, tendo de volta a Santa Missa celebrada conforme as rubricas herdadas dos primórdios do cristianismo e canonizadas por São Pio V, no século XVI.

Já se passavam mais de quatro décadas que aquelas piedosas senhoras não viviam o momento da Santa Missa daquele jeito, como haviam conhecido..., como seus pais haviam conhecido..., como seus avós haviam conhecido...

Ao ouvir o entoar majestoso do "DOMINUS VOBISCUM" do Pe. Valmir, a resposta resgatada lhes saltavam os lábios "ET CUM SPIRITU TUO".

"A Missa era desse jeito quando eu era pequena", disse uma delas.
"Usei o meu véu de quando eu era moça. Está aqui ele, todo amareladinho", disse outra.

Que verdadeira alegria em presenciar tudo isso. Não erraremos se compararmos a alegria desse retorno, à alegria do pai do filho pródigo vendo-o retornar à casa paterna.

Rezemos, pois, pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, que vem resgatando a rica beleza da liturgia da Igreja. Rezemos para que mais bispos e padres, a exemplo de Pe. Valmir, possam aceitar o encaminhamento que Bento XVI dá à Igreja, juntando-se a ele nessa sua missão conforme lhe inspira o Espírito Santo.

11 de abril de 2010 já entrou para a história da Igreja de Araioses.
Que dia entrará para a história da Igreja de Parnaíba, minha cidade?


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Um comentário:

_ĂļëΧåŊĐŗE_Ω_Ŀĩмå_ disse...

DIGAM "SIM" PARA A VOLTA DA IDULGÊNCIAS!!!!!!