quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Salvação para Católicos e Protestantes.


A Salvação para o Protestante:

Para o Protestante basta a pessoa se declarar salva devido sua Fé, sem contudo ser tornada conforme à vontade Divina, sem que seja purificada ou Santificada, e isso é feito por uma aceitação pessoal de Jesus como seu Salvador. Como diz Lutero: Os méritos de Jesus não levam em conta os pecados do indivíduo; a Fé confiante faz com que Deus nos recubra com o manto dos méritos de Cristo, declarando-nos justos. O crente diz estar certo da Salvação eterna em qualquer fase da sua vida, desde que mantenha a Fé confiante. Donde o famoso adágio atribuído a Lutero: ?Pecco fortiter, sed fortius credo? (Peco intensamente, mas ainda mais intensamente creio)



Que dizer a Respeito?



Não há dúvida, a Escritura ensina que a remissão dos pecados é gratuitamente concedida aos homens mediante os méritos de Cristo (Romanos 5,8). O homem não pode merecer o perdão, mas ele o aceita contritamente. Contudo, a Escritura ensina também que o perdão concedido por Deus não é mera fórmula jurídica em virtude da qual não nos seria mais levado em conta o pecado (que, apesar de tudo ficaria a contaminar a alma). Na verdade, justificação, segundo as Escrituras, é regeneração (João 3,3-5) (Tito 3,5), elevação à dignidade de filhos de Deus não de nome apenas, mas na realidade (1 João 3,1), de modo a nos tornarmos consortes da natureza Divina (2 Pedro 1,4), capazes de produzir atos que imitem a Santidade do Pai Celeste (Mateus 5,48).

Se, por conseguinte, Deus nos concede uma nova natureza ao nos perdoar as faltas, está claro que não basta crer, e que as obras boas devem pertencer ao programa de Santificação do Cristão; elas se tornam condição indispensável para que alguém consiga a vida eterna (Tiago 2,14-26). Deus não pode deixar de exigir tais obras depois de nos ter concedido o princípio capaz de as produzi-la.



A Salvação para o Católico:



Para o Católico a salvação significa tornar as pessoas conformes à vontade Divina e realmente purificadas e Santificadas, o que é feito pelos Dez Mandamentos de Deus, pelos Sacramentos, pela Oração, Penitência e Caridade. Nós não somos ?Salvos? em um determinado momento, simplesmente aceitando Jesus Cristo como nosso Salvador, mas somos justificados em um determinado momento, que cabe a nós Santificar-mos cada vez mais e manter-nos assim na graça de Deus.

Deus nos dá um presente, que é a graça, e infelizmente muitas vezes a jogamos fora. A Graça de Deus não é merecida, mas dada. Ela deve, porém, ser correspondida, e correspondida ao longo de toda a vida. Assim a Salvação é algo que, como dizia São Paulo, ?Operamos no temor e no tremor? um Dom gratuito, continuamente aceito e acolhido, ou sucessivamente rejeitado e buscado. Neste sentido a Salvação é um ato contínuo.

Se somos Salvos, esta salvação vem pelo Sacrifício de Cristo na cruz, não pela Ressurreição. Por sua Ressurreição ele nos mostra o que podemos esperar, ele nos mostra o prêmio aos que, como dizia São Paulo, ?Chegam ao fim da corrida?. Mas não é pela Ressurreição que somos salvos, e sim pela Cruz.

O Protestante diz que não precisa ver Jesus na Cruz, ele merece toda Glória, todo louvor, pois agora está ao lado do Pai, na Glória, e não mais na Cruz. Que dizer a respeito? Sem sombra de dúvida, Jesus está ao lado do Pai, na Glória mas por ter estado na Cruz, estaremos um dia nós também, queira Deus, na Glória face a face com ele, se aceitar-mos também nossa Cruz, a exemplo dele quando nos disse para tomarmos nossas Cruzes e segui-lo.

Ver o Cristo Ressurecto sem ver o Cristo na Cruz é ver o prêmio sem a corrida, é ver o pagamento sem ver o trabalho, é ver em suma o efeito sem ver como a ele se chega. Não basta crer e aceitar Jesus Cristo como Salvador, é preciso viver a Fé, e vivê-la em Santidade. Daí a exigência dos Mandamentos. Daí os Sacramentos. Daí a moral que a Igreja ensina.

Dizer que crê em Jesus Cristo e ser salvo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência. É preciso viver a Santidade, Humildade, Mansidão, Perdão das ofensas, fuga de toda a corrupção; numa palavra, semelhança com Cristo e prática do Sermão das Bem-Aventuranças, que Ele concluiu assim: ?Deveis ser perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito? (Mateus 5,11).

Por Jaime Francisco de Moura
 

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