domingo, 13 de fevereiro de 2011

Abusos Litúrgicos e atos nefastos.

ABUSOS LITÚRGICOS E ATOS NEFASTOS: Bater palmas na Santa Missa? Danças? Coreografias?

O abuso litúrgico é antes de tudo uma falsificação da liturgia
católica, no dizer da Instrução Redemptionis Sacramentum. Todo católico
tem o direito de ver celebrada a sagrada liturgia sem improvisações, sem
experimentação, de acordo com as normas estabelecidas pela Santa Sé. 



ATENÇÃO:

Conversas, barulho, alvoroço, danças... nada disso combina com a missa.
Certamente haverá locais e circunstâncias propícias para extravasar a
alegria de ser cristão. Na missa, vale a "regra de ouro": o que não
caberia fazer no Calvário, não cabe fazer na missa.

Estamos diante do sacrifício do Filho de Deus! No altar, Jesus oferece-se ao Pai
como vítima, por nossos pecados. Portanto, conversar com o vizinho,
atender chamadas de celulares, bater palmas ou fazer coreografias,
danças, etc., nada disso é próprio na missa. Este tipo de atitude
podemos chamar de atos nefastos e profanos na celebração da renovação
do sacrifício do calvário.



Na chamada "Missa Nova" do rito ordinário, por exemplo, há orações que são próprias e exclusivas
do sacerdote. No caso específico, rezam o "Por Cristo, com Cristo, em
Cristo...", a doxologia com que o sacerdote encerra a anáfora (a parte
central da missa). Só o padre pode pronunciá-la. Mesmo que o celebrante
convide ("todos juntos!", etc.) os fiéis deverão ficar em silêncio e
responder, ao final, o solene "amém" (cf. IGMR 151).

Os leigos também não devem rezar a oração da paz ("Senhor Jesus Cristo, dissestes
aos vossos apóstolos: Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz...").
Só o sacerdote pronuncia essa oração.


Há que se distinguir os papéis do sacerdote e do leigo na missa: "Deve-se
evitar o perigo de obscurecer a complementaridade entre a ação dos
clérigos e dos leigos, para que as tarefas dos leigos não sofram uma
espécie de «clericalização», como se fala, enquanto os ministros
sagrados assumem indevidamente o que é próprio da vida e das ações dos
fiéis leigos" (Redemptionis Sacramentum).

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