quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Peixes morrem no Rio Paraná.

Diz a Sagrada Escritura:
Até quando permanecerá a terra em luto, e há de secar a erva dos campos? Por causa da maldade dos homens que nela habitam, animais e pássaros perecem, por haverem dito: Não verá o Senhor o nosso fim. (Jr 12,4)

Peixes morrem no Rio Paraná
15/11/06: Peixes que deveriam estar se reproduzindo, neste período do ano, estão morrendo, no Rio Paraná. Segundo pesquisadores de Mato do Grosso do Sul, primeiras análises indicam contaminação das águas por produtos químicos.
Os técnicos da Superintendência de Pesca sobrevoaram o Rio Paraná em busca de possíveis focos de contaminação. A região tem muitas plantações, curtumes e usinas hidrelétricas.
No rio, um outro grupo mediu a concentração de oxigênio da água. Foram recolhidas amostras do lodo no fundo e de plantas aquáticas.“Os peixes se alimentam da alga e comem as impurezas que ficaram retidos nela”, diz um homem.
Foi em agosto que os pescadores começaram a encontrar peixes mortos. Enfraquecidos, os peixes são trazidos pela correnteza e morrem na areia. A primeiras análises feitas em amostras coletadas no Rio Paraná indicam uma possível contaminação por sulfato de cobre.
“O laudo demonstrou que existe uma concentração alarmante de cobre, principalmente, nas vísceras do armado, que é o peixe que está morrendo neste momento”, explica o pesquisador da Universidade Maringá (PR) Ângelo Agustinho.
O Rio Paraná tem 4.695 km de extensão, e sua bacia abrange 10% do território nacional. O rio passa por cinco estados do Sudeste, Centro Oeste e Sul do país.
Ainda não se sabe de onde veio a contaminação. Mas as suspeitas da Superintendência de Pesca de Mato Grosso do Sul, são do uso de agrotóxicos que tenham cobre na composição, produtos químicos utilizados em curtumes ou produtos aplicados no combate ao mexilhão dourado e algas, que se fixam em tubulações e turbinas das usinas da região.
“É uma intoxicação crônica e os peixes estão sendo envenenados lentamente, talvez por dois ou três meses, e só depois, morrem”, diz Tomaz Liparelli da Superintendência de pesca (MS).
Outra hipóstese é a liberação de toxinas pelas algas que se alastraram no rio. Até que seja descoberta a causa da contaminação, as autoridades pedem aos moradores das margens do Rio Paraná, que não pesquem ou comam os peixes da espécie armado ou abotoado. Há risco de intoxicação.
Fonte: G1.
Aves do Pantanal servem como alerta global
17/03/07: Um censo inédito está sendo realizado em 200 países para contar o número de aves aquáticas e migratórias. O objetivo é avaliar as conseqüências do aquecimento global. No Brasil, os pesquisadores percorreram o Pantanal de Mato Grosso.
Os hóspedes chegam aos milhares e disputam cada metro quadrado de mata. As árvores viram endereço fixo das aves aquáticas no período de reprodução. A tarefa destes biólogos é estimar quantas elas são e mapear os locais onde fazer os ninhos.
“A Boca do Rio alegre, na Baía do Morro”, informa um pesquisador.
Os pesquisadores percorreram o Parque Nacional do Pantanal, em Mato Grosso, com binóculos, aparelhos de localização e formulários para anotar todos os dados de cada espécie.
Durante a contagem, atenção especial às aves migratórias, que vêm do hemisfério norte e usam o Pantanal como residência de inverno. Para os pesquisadores, o levantamento é o primeiro passo para se descobrir como o aquecimento global vai afetar a vida dessas aves nos próximos anos.
"O aquecimento pode diminuir a população na área de origem dessas áreas migratórias e, portanto, diminuirá a população delas no Pantanal", esclarece o biólogo Dalci de Oliveira.
A pesquisa é inédita no Pantanal de Mato Grosso. Faz parte de um censo internacional para estudar o comportamento de aves do mundo todo, diante de agressões à natureza, como a contaminação da água por agrotóxicos e o desmatamento. Os dados coletados vão servir como referência para futuras comparações.
“Se eles não voltarem aqui daqui a dez anos, alguma coisa ocorreu. Qualquer alteração na variação do padrão da distribuição dessas aves aqui no Pantanal vai refletir isso claramente”, afirma o ornitólogo Rafael Valadão.
Por enquanto, vistas aos bandos por aqui, elas são um sinal de alívio.
Fonte: G1.

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