quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os Novíssimos: O Inferno.

O Inferno

Sobre o Inferno

"O Inferno é último mal que hão de sofrer os maus!"
(São Pio X)

Se a morte acha o homem dormindo, vem como ladrão, despoja-o, mata-o e o lança no abismo do inferno; mas, se o encontra vigilante, saúda-o como enviada de Deus, dizendo:O Senhor te espera para as bodas; vem, que te conduzirei ao reino bem-aventurado a que aspirais”.
(São Tomás de Vilanova)
 
 
Introdução sobre o Inferno

"O Inferno é último mal que hão de sofrer os maus!"
(São Pio X)

Se a morte acha o homem dormindo, vem como ladrão, despoja-o, mata-o e o lança no abismo do inferno; mas, se o encontra vigilante, saúda-o como enviada de Deus, dizendo:O Senhor te espera para as bodas; vem, que te conduzirei ao reino bem-aventurado a que aspirais”.
(São Tomás de Vilanova)


Existe verdadeiramente o Inferno?
"Não vos enganeis: de Deus não se zomba"
(Gl 6,7)
NÃO! gritam...
.OS LIVRES PENSADORES: "Vocês injuriam a razão humana...em nosso século ainda acreditar no inferno!"
.OS CÉTICOS: "Invenções dos padres católicos para assustar as almas!".
.OS MODERNISTAS ATUAIS: "Não falemos sobre isso!Vocês vão esvaziar as igrejas traumatizando as crianças e ofendendo o espírito moderno!"
.OS OTIMISTAS E CATÓLICOS SENTIMENTAIS: "Deus é muito bom, Deus é Amor!O inferno só por um pecado?Não podemos exagerar!"

Não se trata de saber se você acredita ou não no inferno.As coisas são aquilo que elas são independentemente de nós.O que importa é saber se o inferno existe.Pois bem!...

O INFERNO EXISTE!

"Eu sou o Senhor e não mudo" (Ml 3,6)
Deus não pode se contradizer e portanto o Espírito Santo não pode inspirar hoje mudanças doutrinais em contradição com o que Ele inspirou anteriormente.
Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e manifestou sua divindade através dos milagres.Ele mesmo revelou que verdadeiramente existe o inferno.
Tanto no Antigo como no Novo Testamento existem inúmeras citações a cerca deste dogma de fé.Olhai o Novo Testamento!
Eis o resumo da pregação de São João Batista.

"O machado já está à raiz das árvores.Toda árvore, pois, que não dá bom fruto será cortada e lançada ao fogo" (Mt 3,10)
"Ele tem a pá na sua mão, limpará bem a sua eira, e recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo inextinguível" (Mt 3,12)

Pregação de Nosso Senhor sobre o inferno

Quantas vezes Nosso Senhor fala das "trevas exteriores", do lugar onde "haverá choro e ranger de dentes" (Mat 13,42)
Meditemos a descrição do juizo final:
"Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos" (Mt 25,41)

Algumas citações sobre o Inferno nas Sagradas Escrituras

"Mostrar-vos-ei a quem deveis temer: temei àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, eu vo-lo digo: temei a este." (Lc 12,5)

"E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio.Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas." (Lc 16,23-24)

"E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia.Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti!" (Mt 11,23-24)

"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis mares e terras para fazer um prosélito e, quando o conseguis, fazeis dele um filho do inferno duas vezes pior que vós mesmos." (Mt 23,15)

"Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno?" (Mt 23,33)

"Pois se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento;" (2 Pd 2,4)

"Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno" (Mt 18,8)

"Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível [onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga].Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível [onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga].Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga." (Mc 9,43-47)

"Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena." (Mt 5,22)

"Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena." (Mt 5,29-30)

"Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena." (Mt 10,28)

"Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena." (Mt 18,9)

"O inferno é violento" (Ct 8,6)

"Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a conseguirão; desejarão morrer, e a morte fugirá deles" (Ap 9,6)

"Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor não sofrerá dano algum da segunda morte." (Ap 2,11)

"A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo." (Ap 20,14-15)

"Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte." (Ap 21,8)

"O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo." (Lc 3,9)

"Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível." (Lc 3,17)

"Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á." (Jo 15,6)

"Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes" (Hb 10,27)

Sobre os condenados:

"Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal." (II Tess 2,12)

"Eles sofrerão como castigo a perdição eterna, longe da face do Senhor, e da sua suprema glória" (II Tess 1,9)

"Os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados." (Jo 5,29)

"O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes" (Mt 13,41-42)

"Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos." (Mt 25,41)

"Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia." (Jd 1,6)

"Em Sião os pecadores serão aterrados, o medo apoderar-se-á dos ímpios. Quem de nós poderá permanecer perto deste fogo devorador? Quem de nós poderá permanecer perto das chamas eternas?" (Is 33,14)

"Há de beber também o vinho da cólera divina, o vinho puro deitado no cálice da sua ira. Será atormentado pelo fogo e pelo enxofre diante dos seus santos anjos e do Cordeiro.A fumaça do seu tormento subirá pelos séculos dos séculos. Não terão descanso algum, dia e noite, esses que adoram a Fera e a sua imagem, e todo aquele que acaso tenha recebido o sinal do seu nome." (Ap 14,10-11)
No Catecismo
"Depois da vida presente há outra, ou eternamente feliz para os eleitos no Paraíso, ou eternamente desgraçada para os condenados no Inferno" (Cat. S.Pio X, 245)

"A desgraça dos condenados consiste em serem para sempre privados da visão de Deus, e punidos com tormentos eternos no Inferno." (Cat. S.Pio X, 248)

"Os bens do Paraíso e os males do Inferno, por ora, são só para as almas porque por enquanto só as almas estão no Paraíso, ou no Inferno; mas depois da ressurreição da carne, os homens, na plenitude da sua natureza, isto é, em corpo e alma, serão ou felizes ou infelizes para sempre." (Cat .S.Pio X, 249)

"Os bens do Paraíso para os eleitos, e os males do Inferno para os condenados, serão iguais na substância e na duração eterna; mas na medida, isto é, no grau, serão maiores ou menores, segundo os méritos ou deméritos de cada um." ( Cat. S.Pio X, 250)

"Sim, todos somos obrigados a observar os Mandamentos, porque todos devemos viver segundo a vontade de Deus que nos criou; e basta transgredirmos gravemente um só deles para merecermos o Inferno." (Cat. S.Pio X, 347)
Os santos disseram sobre o inferno
Disse São João Bosco no livro "O Jovem instruído"

"A alma se fez o mal, será punida com um terrível castigo, no inferno, onde padecerá para sempre o fogo e toda a sorte de tormentos."

"Dois são os lugares que nos estão reservados na outra vida: para os maus, o inferno, onde se sofre todos os tormentos; para os bons, o Paraíso, onde se goza todos os bens"

Se começardes a viver mal no tempo da juventude, muito facilmente continuareis assim até a morte, e isto vos conduzirá inevitavelmente ao inferno.

Nada atormenta mais os condenados no inferno do que o pensamento de ter passado no ócio aquele tempo, que Deus lhe tinha dado para se salvarem.

Quantos jovens estão no inferno por ter dado ouvidos ás más conversas!

Tempo virá em que o riso e o sarcasmo dos malvados se transmudará em pranto no inferno

Se fosse possível tirar os escândalos do mundo, quantas almas iriam ao Paraíso, as quais, pelo contrário perdem-se eternamente no inferno!

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Disse Santo Afonso Maria de Ligório em seu livro "Preparação para a Morte"

Fazei-me antes morrer da morte mais dolorosa do que permitir que de novo perca a vossa graça. Já fui escravo do inferno; agora sou vosso servo, ó Deus de minha alma!

De que lhe valeu a autoridade que possuía, se agora seus restos mortais estão condenados a apodrecer numa vala e a sua alma arrojada nas chamas do inferno?

Quantos pobres pecadores tiveram a infelicidade de ser surpreendidos pela morte ao recrearem-se com manjares intoxicados e foram precipitados no inferno? “Assim como os peixes caem no anzol, assim são colhidos os homens pela morte num momento ruim”. (Ecl 9,12). O momento ruim é exatamente aquele em que o pecador ofende a Deus

Os sentimentos destes moribundos, que durante a vida desprezaram a consciência, se assemelham aos dos condenados que, sem fruto nem remédio, choram no inferno seus pecados como causa de suas penas.

A vida presente é uma guerra contínua contra o inferno, na qual sempre corremos o risco de perder a Deus e a nossa alma.

Assim como os que morrem em pecado começam já a sentir no leito mortuário algo das penas do inferno, pelo remorso, pelo terror e pelo desespero

Então os pecadores implorarão o socorro do Senhor, mas sem conversão verdadeira, unicamente com o receio do inferno, em que se vêem próximos a cair. É por este motivo justamente que não poderão provar outros frutos que os de sua má vida. “Aquilo que o homem semeou, isto também colherá” (Gl 6,8).

O tempo é um tesouro que só se acha nesta vida, mas não na outra, nem no céu, nem no inferno. É este o grito dos condenados: Oh! se tivéssemos uma hora!”... Por todo o preço comprariam uma hora a fim de reparar sua ruína; porém, esta hora jamais lhes será dada.

Mas, se te enganares e te perderes, de que te servirá no inferno haveres desfrutado de todos os prazeres do mundo, teres sido rico e cortejado? Perdida a alma, tudo está perdido: honras, divertimentos e riquezas.

Morre-se uma vez, e perdida uma vez a alma, está perdida para sempre. Só resta o pranto eterno com os outros míseros insensatos do inferno, cuja pena e maior tormento consiste em pensar que para eles já não há mais tempo de remediar sua desdita (Jr 8,20).

Qual será, pois, ó meu Deus, a angústia do condenado quando, ao entrar no inferno, se vir sepultado naquele cárcere de tormentos, e, atendendo à sua desgraça, considerar que durante toda a eternidade não há de chegar remédio algum! Sem dúvida exclamará: “Perdi a alma e o paraíso, perdi a Deus; tudo perdi para sempre, e por quê? por minha culpa!

Oh, nunca acabará!... Passarão mil milhões de anos e de séculos e o inferno que sofreres estará começando!... Que é um milhar de anos em comparação da eternidade? Menos que um dia já passado... (Sl 89,4)

Não há, pois, termo médio: ou reinar eternamente na glória, ou gemer como escravo no inferno. Ou sempre ser bem-aventurado, num mar de dita inefável, ou ficar para sempre desesperado num abismo de tormentos.

São João Crisóstomo, considerando que aquele rico, qualificado de feliz no mundo, foi logo condenado ao inferno, enquanto que Lázaro, tido como infeliz porque era pobre, foi depois felicíssimo no céu, exclama: “Ó infeliz felicidade, que trouxe ao rico eterna desventura!... Ó feliz desdita, que levou o pobre à felicidade eterna!

Jeremias disse também que o Senhor nos deu dois caminhos, o da glória e o do inferno (Jr 21,8).

Mas quem se empenha em andar pela senda do inferno, como poderá chegar à glória? É de admirar que, ainda que todos os pecadores queiram salvar-se, eles mesmos se condenam ao inferno, dizendo: espero salvar-me. Mas quem será tão louco — disse Santo Agostinho — que tome veneno moral com esperança de curar-se?... No entanto, quantos insensatos se dão a morte a si próprios, pecando, e dizem: “mais tarde pensarei no remédio...” Ó deplorável ilusão, que a tantos tem arrastado ao inferno! Não sejamos tão imprevidentes; consideremos que se trata da eternidade.

Deus castiga o pecado mortal com as penas terríveis do inferno; contudo, esse castigo é, segundo dizem todos os teólogos, citra condignum, isto é, menor que a pena com que tal pecado deveria ser castigado.

***Por outra parte, afirma São Paulo que de “Deus não se pode zombar” (Gl 6,7). E seria zombar de Deus o querer ofendê-lo sempre que quiséssemos e desejar, a seguir, o paraíso. Quem semeia pecados, não pode esperar outra coisa que o eterno castigo no inferno (Gl 6,8). O laço com que o demônio arrasta quase todos os cristãos que se condenam é, sem dúvida, esse engano com que os seduz, dizendo-lhes: “Pecai livremente, porque, apesar de todos os pecados, haveis de salvar-vos”.***

O ímpios, vivem longos anos em pecado; mas, quando se completa o número que lhes foi fixado, a morte dos arrebata e são precipitados no inferno (Jo 21,13).

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Disse São Francisco de Sales no Livro "A Filotéia"

Os condenados estão no abismo do inferno, como desventurados habitantes desta cidade de horrores.Padecem dores incalculáveis em todos os seus sentidos e em todo o corpo; pois, assim como empregaram todo o seu ser para pecar, sofreram também em todo ele as penas devidas ao pecado.Desde modo, sofreram os olhos por seus olhares pecaminosos, vendo perto de si os demônios em mil figuras hediondas e contemplando com o inferno inteiro.Ai só se ouviram lamentos, desesperos, blasfêmias, palavras diabólicas, para punir por estes tormentos os pecados cometidos por meios dos ouvidos.E de modo análogo acontecerá aos demais sentidos.

Além destes tormentos, existem ainda um outro muito maior.É a privação e a perda da glória de Deus, que jamais verão.Por mais ditosa que fosse a vida de Absalão em Jerusalém, ele não deixava de protestar que a infelicidade de não ver por dois anos o seu pai querido lhe era mais intolerável que o tinha sido as penas do exílio.Ó meu Deus, que sofrimento será, pois, e que pesar imenso ser privado eternamente de Vos ver e amar.

Considera sobretudo a eternidade a qual por si só faz o inferno insuportável.Ah!Se o calor de uma febrezinha torna uma breve noite corrompida e enfadonha que horrenda não será a noite no inferno, onde a eternidade se ajunta a abundância dos tormentos?É desta eternidade que procede a desesperação eterna, as blasfêmias execráveis e os rancores sem fim.

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Você irá ao Inferno?
Certamente se você não crer ("O que não crer será condenado" Mc 16,16).Certamente, se você vive na lama do pecado e não quer voltar a deis através dos sacramentos.Você que não vive segundo os mandamentos que ignora Deus, que aceita sofismas modernos só para adormecer a consciência, você que tem vergonha da sua Fé e se recusa a reagir, pense seriamente que "TAL VIDA, TAL MORTE".
Mas, e a bondade de Deus?
Você não a vê?Olhe para o Crucificado: "Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito, para que todo o que crê nele, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16).

Que espera? Olhe para o céu e volte para seu Pai do Céu.
Fazendo uma boa confissão e começando a viver como um verdadeira católico.Não se esqueça de conversar com um sacerdote que guarde a sua Fé católica, abandone a vergonha, o respeito humano e volte a Deus.Pois..."Não vos enganeis...DE DEUS NÃO SE ZOMBA"...

Escute São João Bosco que nos diz:

"Não imiteis aqueles infelizes que se iludem dizendo: "Cometerei este pecado, mas depois me confessarei".Não te enganes a ti mesmo desta forma: Deus amaldiçoa a quem peca na esperança do perdão: Maledictus homo qui peccat in spe. Lembra-te que todos os que estão no inferno tinham esperança de emendar-se mais tarde e no entanto se perderam eternamente.Quem sabe se depois terás tempo para confessar-te? Quem te garante que não hajas de morrer logo depois do pecado e que a tua alma não seja precipitada no inferno? Além disso, que grande loucura não seria ferir-te a ti mesmo na esperança de que o médico te venha depois curar a ferida? Afasta pois a enganadora idéia de poderes entregar-te a Deus mais tarde; neste mesmo momento detesta e abandona o pecado, que é o maior de todos s males e que, afastando-te de teu fim, te priva de todos os bens.

Moméntum a quo pendet aéternitas.Oh! grande, oh! terrível momento, do qual depende uma eternidade de glória ou de tormentos!compreendes bem o que te digo?Quero dizer que daquele momento depende ir para o Céu ou para o inferno; ser para sempre feliz ou para sempre infeliz; para sempre filho de Deus ou para sempre escravo do demônio; para sempre gozar com os anjos com os santos no céu ou gemer e arder para sempre com os condenados no inferno!

Teme grandemente pela tua alma e pensa que do viver bem depende uma boa morte e uma eternidade de glória.Por isso, não difiras por mais tempo e prepara-te desde já para fazer uma boa confissão e dispor bem as coisas da tua consciência, prometendo a Nosso Senhor perdoar os teus inimigos, reparar os escândalos dados, santificar os dias de guarda, cumprir os deveres do teu estado.

E agora, põe-te na presença de teu Deus e dize-Lhe de coração: Meu Deus, desde este momento eu me converto a Vós; amo-Vos, quero amar-Vos e servir-Vos até a morte.virgem santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele terrível momento.Jesus, José e Maria, espire em paz entre vós a minha alma." (O Jovem Instruído)

E dizeis com Santo Afonso e com o Profeta Jeremias:
"Livrai-me do inferno, ou melhor: livrai-me do pecado, único mal que pode condenar-me.Ó Maria, rogai por mim e livrai-me do mal horrível de me ver em pecado sem a graça de nosso Deus!"

Senhor, grande é meu reconheci-mento, porque ainda não me condenastes ao inferno, que tantas vezes mereci” (Lm 3,22).


Meditação I
Sobre o Inferno e a
Eternidade das Penas

Por São João Bosco
- Presbítero

Sobre o Inferno
1º)- O Inferno é um local destinado pela Justiça divina para castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal.

A primeira pena que os condenados padecem no Inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir.

Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um do sentidos padecerá uma pena especial.

Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados.

Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmias.

O olfato será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que o sufocará.

A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: "Sofrerão fome como cães" (Sl 58,7; 15).Deus permitiu que o rico Epulão, em meio aqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas até esta lhe foi negada.

Aqueles infelizes, em meio às chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e se desesperam.

Ah!Inferno, Inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos!

E tu, meu filho, que dizes?

Se tivesses que morrer neste momento, para onde irias?

Se não podes suportar agora, se gritar de dor, a ligeira chama de uma vela na mão, como poderás sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?

2º)- considera por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados.Sua memória, entendimento e vontade padecerão terrivelmente tormentos.

Recordarão continuamente o motivo porque se perderam, isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer, e esse pensamento será para eles um verme roedor que jamais morrerá.

Pensarão no tempo que Deus lhe tinha concedido para salvar-se da perdição; nos bons exemplos de seus companheiros; nos propósitos formados e não postos em prática.Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos de seus confessores, nas boas inspirações pra deixar o pecado...E, vendo que já não há remédio, lançarão uivos desesperados.

A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males.

O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu.A alma, separada do corpo e apresentada diante do divino tribunal, entreviu a beleza de Deus, conheceu sua bondade, contemplou por um instante o esplendor do Paraíso, terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cantos dos Anjos e Bem-aventurados.Que dor, vendo que tudo isso lhe é arrebatado para sempre!

Que horrorosos tormentos!Quem poderá suportá-los?

3º)- Meu Filho, que agora não te preocupas em perder a Deus e o Paraíso!Esperas por acaso conhecer tua cegueira, quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no reino dos céus, e tu estiveres maldito por Deus e arrojado fora daquela pátria bem-aventurada, do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos?

Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência.Não aguardes para quando não haja mais tempo.Entrega-te a Deus.Quem sabe se esta meditação não será o teu último chamado da graça!Se não correspondes a ele, tu te expõe a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios.

Ah!Senhor, livrai-me das penas do inferno!
A eternidade das penas
1º)- Considera, meu filho, que se caíres no Inferno, dele jamais saíras.Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre.

Passarão cem anos, mil anos, e o Inferno estará apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos...e o Inferno estará ainda apenas começando.

Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do Inferno depois de passar tantos milhões de séculos como gotas de água que há no mar, ou folhas de árvores e grãos de areia no mundo, essa notícia lhe causaria logo um consolo indizível."É certo, exclamaria, que é imenso o número de séculos que sofrerei, afinal, haverá um dia em que eles acabarão".

Mas, ai! passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o Inferno estará sempre apenas começando.

Cada condenado quereria poder dizer a Deus: "Senhor, aumentai quanto quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!"Mas não!Esse término e essa esperança jamais chegarão.

2º)- Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: "Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!"

Mas, não!Jamais abrigará esta esperança!O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: "Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu os terei para sempre".

Sempre! verá escrito nas chamas que o devoram.Sempre! na ponta das espadas que o transpassam; Sempre!, nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; Sempre!, naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele!

Ó eternidade, ó abismo sem fundo!Ó mar sem limites!Ó caverna sem saída!Quem não tremerá pensando em ti?Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete!Ah!Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!

3º)- O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que basta um único pecado mortal para cair nela.

Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna.Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do Inferno.

Ah!meu filho, ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põe em prática todos os conselhos do teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.

Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: "nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a eternidade", escreveu São Bernardo.

Oh!quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!...E tudo isso para evitarem o Inferno!

E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o Inferno pelo pecado?

Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: "Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desde que possa salvar minha alma".

.Fonte: São João Bosco: O Jovem Instruído


Meditação II
Sobre o Inferno e a
Eternidade das Penas

Por Santo Afonso Maria de Ligório
- Bispo, Confessor e Doutor Zelosíssimo da Igreja

Sobre o Inferno
1.Considera que o inferno é uma prisão hedionda, cheia de fogo.Neste fogo estão submersos os condenados.Neste abismo de fogo que os rodeia por todos os lados, têm chamas na boca, nos olhos, em todas as partes do corpo.Cada sentido tem seu sofrimento próprio: os olhos são atormentados pelo fumo e pelas trevas, e horrorizados pela vista dos outros condenados e dos demônios; os ouvidos ouvem dia e noite contínuos clamores, prantos e blasfêmias.O olfato é atormentado pelo cheiro nauseabundo daqueles inumeráveis corpos corrompidos, e o paladar por ardentíssima sede e fome insaciável sem poder obter uma gota de água nem uma migalha de pão.Por isso aqueles encarcerados infelizes, abrasados pela sede, devorados pelo fogo, torturados por toda a espécie de sofrimentos, choram, clamam, desesperam-se; mas não há nem haverá quem os alivie e console.Ó inferno, inferno!Quantos há que se recusam a crer em ti até o momento em que caem em teus abismos!E tu, querido leitor, que dizes?Se houvesses de morrer agora, para onde irias?Tu, que não podes suportar o ardor de uma centelha de fogo que te salta á mão, poderás estar em um abismo de fogo que te abrase, abandonado de todos por toda a eternidade e sem lenitivo algum?

2.Considera em seguida a pena que tocará ás potências da alma.A memória será sempre atormentada pelos remorsos da consciência.Tal é aquele verme que sem cessar roerá o condenado ao pensar que se perdeu voluntariamente e por um prazer envenenado.Ó Deus!Como avaliará então aqueles momentos de prazer, depois de cem, depois de mil milhões de anos no inferno?Este verme recordar-lhe-á o tempo que Deus lhe deu para expiar suas culpas, os meios que lhe proporcionou para salvar-se, os bons exemplos dos companheiros, os propósitos feitos mas ineficazes.Então verá que já não há remédio para a sua eterna ruína.Ó Deus!Ó Deus!E como estes pensamentos agravarão o seu penar!A vontade estará sempre contrariada: nunca alcançará coisa alguma do que deseja, e sempre terá o que aborrece, isto é, todos os tormentos.O entendimento conhecerá o bem enorme que perdeu: a bem-aventurança e Deus.Meu Deus!meu Deus! Perdoai-me pelo amor de Jesus Cristo, vosso Filho.

3.Pecador, a quem por agora é indiferente perder o céu e perder a Deus, quando vires os bem-aventurados triunfarem e gozarem no reino dos céus, então tu, qual animal hediondo, serás excluídos daquela pátria ditosa e privado da visão beatífica de Deus, da companhia de Maria Santíssima, dos Anjos e dos Santos; conhecerá, ai!Tua espantosa cegueira, e dirás desesperado:"Ó Paraíso de eternas delícias: Ó Deus! Ó bem infinito! Já não sois nem jamais sereis meus! Desgraçado de mim!..." Eia, meu irmão, faze penitência, muda de vida, não te guardes para quando o tempo te faltar.Entrega-te a Deus, principia a amá-lo deverás.

Roga a Jesus, roga a Maria Santíssima que tenham piedade de ti.

Fruto I
.Descontarei com alguma mortificação as penas que no inferno tenho merecido.

Fruto II
.Quando experimentar algum dissabor, incomodo ou dor, direi a mim mesmo: "Lembra-te que tens merecido cair, e devias ser precipitado no inferno", e tudo sofrerei com paciência.
Da Eternidade da Penas
1.Considera que o inferno não tem fim: padecem-se nele todas as penas, e toda são eternas.De maneira que passarão cem anos daquelas penas, passarão mil, e o inferno estará como se então principiasse! Passarão cem mil anos, cem milhões, mil milhões de anos e de séculos, e o inferno continuará a ser o mesmo que no primeiro dia.Se um anjo levasse agora a um condenado a notícia de que Deus queria tirá-lo do inferno quando houvessem decorrido tantos milhões de séculos quantas são as folhas das árvores, as gotas de água do mar e os grãos de areia da terra; tu ao sabê-lo ficarias atônito e horrorizado diante desse prodigioso número de séculos passados nos tormentos.E não obstante é indubitável que aquele condenado acolheria tal notícia com mais satisfação do que tu, se te anunciassem que tinhas sido feito monarca de um grande reino.Sim; porque diria o condenado:"É verdade que hão de decorrer tantos séculos; chegará, porém, um dia em que hão de acabar".Mas ai! passarão todos esses séculos e o inferno estará em seu princípio; multiplicar-se-ão tantas vezes quantas são as gotas de água, os grãos de areia e as filhas das árvores, e o inferno não terá diminuído absolutamente nada.Qualquer condenado contentar-se-ia com que Deus lhe aumentasse suas penas e as prolongasse quanto Lhe aprouvesse, com tanto que afinal tivessem um termo: mas este termo não o terão jamais.Se pudesse ao menos o pobre condenado enganar-se a si mesmo, iludir-se e dizer: "Quem sabe?Talvez Deus um dia tenha piedade de mim, e me tire do inferno!" Mas não: o réprobo terá sempre diante de seus olhos gravada a sentença da sua condenação eterna e não poderá deixar de dizer: "Todas estas penas que sofro agora, este fogo, estas tribulações, estes clamores não acabarão jamais?Não.E quanto tempo durarão?Durarão sempre.Sempre!" Ó sempre! Ó jamais! Ó eternidade! Ó inferno! Como?Os homens crêem em ti e pecam?E continuam sempre vivendo no pecado?

2.Meu irmão, acautela-te; pensa que também para ti há inferno, se pecares.Já está acesa a teus pés aquela formidável fogueira, e agora mesmo, ai! quantas almas estão caindo nela!Reflete que, se tu também lá caíres, não poderás jamais sair.Se alguma vez mereceste o inferno, dá graças a Deus por não te haver precipitado nele, e prontamente remedeia o mal que fizeste, enquanto te é possível.Chora os teus pecados, põe em execução os meios apropriados á tua salvação, confessa-te freqüentemente, lê este ou outro livro espiritual todos os dias, como todos os dias em honra de Maria, por quem deves ter particular devoção, recitarás o Rosário, e jejuarás todos os sábados; resiste ás tentações invocando repetidas vezes os doces nomes de Jesus e Maria, foge das ocasiões de pecar, e se além disto Deus te dá vocação para abandonares o mundo, faze-o prontamente.Tudo quanto se faça para evitar uma eternidade de penas é pouco, é nada.Nunca serão exageradas as nossas precauções para nos assegurarmos uma eternidade feliz.Vê quantos anacoretas, para se livrarem do inferno, se têm internado nas grutas e nos desertos!E tu que fazes, depois de ter merecido tantas vezes o inferno?Que fazes?Não vês que a tua condenação está iminente?Volta-te para Deus e dize-lhe: "Eis-me aqui, Senhor: quero fazer tudo o que de mim quiserdes".Maria, auxiliai-me.

Fruto I
.Lembrar-me-ei desta verdade freqüentemente: Tudo acaba e depressa, exceto a eternidade.

Fruto II
.Se sentir alguma dificuldade em fazer o bem ou em resistir ao mal, direi a mim mesmo: tudo é pouco para adquirir a felicidade eterna.

OBS: "Retirado do livro Jardim de Devoção para os Bons Cristãos - por - Santo Afonso Maria de Ligório"


Meditação III
Sobre o Inferno

Por São Francisco de Sales
Bispo, Doutor da Igreja
Preparação

1.Põe-te na presença de Deus.
2.Pede a Deus humildemente a sua graça.
3.Imagina uma cidade envolta em trevas, toda ardendo em chamas de enxofre e pez, que levantam uma fumaça horrível e toda cheia de habitantes desesperados, que dela não podem sair nem morrer.

Consideração

1.Os condenados estão no abismo do inferno, como desventurados habitantes desta cidade de horrores.Padecem dores incalculáveis em todos os seus sentidos e em todo o corpo; pois, assim como empregaram todo o seu ser para pecar, sofreram também em todo ele as penas devidas ao pecado.Desde modo, sofreram os olhos por seus olhares pecaminosos, vendo perto de si os demônios em mil figuras hediondas e contemplando com o inferno inteiro.Ai só se ouviram lamentos, desesperos, blasfêmias, palavras diabólicas, para punir por estes tormentos os pecados cometidos por meios dos ouvidos.E de modo análogo acontecerá aos demais sentidos.

2.Além destes tormentos, existem ainda um outro muito maior.É a privação e a perda da glória de Deus, que jamais verão.Por mais ditosa que fosse a vida de Absalão em Jerusalém, ele não deixava de protestar que a infelicidade de não ver por dois anos o seu pai querido lhe era mais intolerável que o tinha sido as penas do exílio.Ó meu Deus, que sofrimento será, pois, e que pesar imenso ser privado eternamente de Vos ver e amar.

3.Considera sobretudo a eternidade a qual por si só faz o inferno insuportável.Ah!Se o calor de uma febrezinha torna uma breve noite corrompida e enfadonha que horrenda não será a noite no inferno, onde a eternidade se ajunta a abundância dos tormentos?É desta eternidade que procede a desesperação eterna, as blasfêmias execráveis e os rancores sem fim.

Afetos e Resoluções

1.Procura incutir temor em tua alma, dirigindo-lhe as palavras do profeta Isaías: Ó minha alma, poderás habitar com o fogo devorante?Habitarás com os ardores sempiternos?Queres deixar teu Deus para sempre?

2.Confessa que tens merecidos esses horríveis castigos; e quantas vezes?Ah! desde este instante melhorarei de vida, seguirei um caminho diferente do que tenho seguido até agora.Para que precipitar-me neste abismo de misérias?

Conclusão

Agradece...oferece...ora, etc.Pai-Nosso, Ave-Maria.

.Fonte: São francisco de Sales - Filotéia.

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