quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nascente de Rio corre risco de contaminação por agrotóxicos.

Diz a Sagrada Escritura:
Até quando permanecerá a terra em luto, e há de secar a erva dos campos? Por causa da maldade dos homens que nela habitam, animais e pássaros perecem, por haverem dito: Não verá o Senhor o nosso fim. (Jr 12,4)

Nascente de Rio corre risco de contaminação por agrotóxicos.
26/11/05: A nascente descoberta pelos pesquisadores fica em uma fazenda fora da Serra da Canastra. O rio que brota no local ganhou o nome de Samburá, berço do velho Chico para a CODEVASP, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.
 
Segundo a pesquisa, feita em 2002, a explicação está no encontro dos dois rios. Apesar de ser considerado afluente, o Samburá é maior que o São Francisco. “É um rio maior, por isso ela seria a nascente do São Francisco em detrimento da Serra da Canastra”, afirma Luiz Carlos de Farias, presidente da CODEVASP.
 
A prioridade dos ambientalistas agora é preservar nascente do rio Samburá, que está ameaçada pela expansão agrícola. Ao lado, há plantações de soja e batata. Para impedir que a devastação continue, a intenção é transformar a região em uma área de preservação ambiental. “O uso de agrotóxicos, que infiltra na camada do solo, vai estar comprometendo o solo e a qualidade das águas também”, explica Gislaine Nunes, ambientalista.
 
Mas para o local se tornar em área de preservação é preciso o consenso no resultado da pesquisa. O Ibama, por exemplo, discorda e continua considerando nascente da Serra da Canastra como a única do Rio São Francisco. “Ainda não recebemos informação caracterizando essa área como a nova nascente do Rio São Francisco. Depende do IBGE, através da Agencia Nacional de Águas, para decretar ou conceituar esse ponto como a nova nascente”, aponta Vicente de Paula Leite, chefe do IBAMA.
 
Em um ofício, o IGBE comunica à CODEVASP que as informações da pesquisa estão restritas à representação cartográfica, o que fornece apenas uma visão parcial do problema. E que para concordar com a pesquisa, também precisaria fazer levantamento de campo.
 
Quarenta e nove quilômetros separam uma nascente da outra. E já existem sugestões para valorizar as duas. “Uma seria a nascente geográfica, que a ciência aponta como a do Rio São Francisco. A outra seria na nascente histórica, já desce o século XVII”, sugere o ambientalista André Picardi.

Fonte G1.

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