quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

BENTO XVI:
O DIÁLOGO ENTRE AS RELIGIÕES NÃO É POSSÍVEL.
NÃO SE PODE COLOCAR A FÉ ENTRE PARÊNTESES




Caro Senador Pera, nestes dias pude ler o Seu novo livro Porque devemos dizer-nos cristãos. Foi para mim uma leitura fascinante. Com um conhecimento estupendo das fontes e com uma lógica cogente, V. Senhoria analisa a essência do liberalismo a partir de seus fundamentos, mostrando que à essência do liberalismo pertence seu radicamento na imagem cristã de Deus: a sua relação com Deus de quem o homem é imagem e de quem recebemos o dom da liberdade. Com uma lógica irrefutável V. Senhoria faz ver que o liberalismo perde a sua base e destrói a si mesmo, se abandona esse seu fundamento. Não menos impressionado fiquei por sua análise da liberdade e pela análise da pluriculturalidade na qual V.Senhoria mostra a contraditoriedade interna deste conceito e portanto a sua impossibilidade politica e cultural. De importância fundamental é sua análise do que podem ser a Europa e uma Constituição européia na qual a Europa não se trasforme numa realidade cosmopolita, mas encontre, a partir de seu fundamento cristão-liberal, a sua própria identidade. Particularmente significativa é também para mim a sua análise dos conceitos de diálogo interreligioso e intercultural.


V.Senhoria explica com grande clareza que um diálogo interreligioso no sentido estrito da palavra não é possível, enquanto muito mais urge o diálogo intercultural que aprofunda as conseqüências culturais da decisão religiosa de fundo. Enquanto sobre esta última um verdadeiro diálogo não é possível sem por entre parênteses a própria fé, é preciso enfrentar no confronto público as conseqüências culturais das decisões religiosas de fundo. Aqui o diálogo e uma mútua correção e um enriquecimento mútuo são possíveis e necessários. Da contribuição sobre o significado de tudo isso para a crise contemporânea da ética considero importante o que V.Senhoria diz sobre a parábola da ética liberal. V.Senhoria  mostra que o liberalismo, sem deixar de ser liberalismo, mas, ao contrário, para ser fiel a si mesmo, pode coligar-se com uma doutrina do bem, em particular com a cristã que lhe é congênere, oferecendo verdadeimente assim uma contribuição para a superação da crise. Com sua sóbria racionalidade, sua ampla informação filosófica e a força da sua argumentação, o presente livro é, na minha opinião, de fundamental importância nesta hora da Europa e do mundo. Espero que ele tenha larga acolhida e ajude a dar ao debate político, mais além dos problemas urgentes, aquela profundidade sem a qual não podemos superar o desafio de nosso momento histórico. Grato pela Sua obra lhe desejo de coração a bênção de Deus.


Bento XVI

23 de Novembre de 2008(última modificação: 24 de Novembre 2008)
Il dialogo tra le religioni non è possibile. La fede non si può mettere tra parentesi

Caro Senatore Pera, in questi giorni ho potuto leggere il Suo nuovo libro Perché dobbiamo dirci cristiani. Era per me una lettura affascinante. Con una conoscenza stupenda delle fonti e con una logica cogente Ella analizza l’essenza del liberalismo a partire dai suoi fondamenti, mostrando che all’essenza del liberalismo appartiene il suo radicamento nell’immagine cristiana di Dio: la sua relazione con Dio di cui l’uomo è immagine e da cui abbiamo ricevuto il dono della libertà. Con una logica inconfutabile Ella fa vedere che il liberalismo perde la sua base e distrugge se stesso se abbandona questo suo fondamento. Non meno impressionato sono stato dalla Sua analisi della libertà e dall’analisi della multiculturalità in cui Ella mostra la contraddittorietà interna di questo concetto e quindi la sua impossibilità politica e culturale. Di importanza fondamentale è la Sua analisi di ciò che possono essere l’Europa e una Costituzione europea in cui l’Europa non si trasformi in una realtà cosmopolita, ma trovi, a partire dal suo fondamento cristiano-liberale, la sua propria identità. Particolarmente significativa è per me anche la Sua analisi dei concetti di dialogo interreligioso e interculturale.

Ella spiega con grande chiarezza che un dialogo interreligioso nel senso stretto della parola non è possibile, mentre urge tanto più il dialogo interculturale che approfondisce le conseguenze culturali della decisione religiosa di fondo. Mentre su quest’ultima un vero dialogo non è possibile senza mettere fra parentesi la propria fede, occorre affrontare nel confronto pubblico le conseguenze culturali delle decisioni religiose di fondo. Qui il dialogo e una mutua correzione e un arricchimento vicendevole sono possibili e necessari. Del contributo circa il significato di tutto questo per la crisi contemporanea dell’etica trovo importante ciò che Ella dice sulla parabola dell’etica liberale. Ella mostra che il liberalismo, senza cessare di essere liberalismoma, al contrario, per essere fedele a se stesso, può collegarsi con una dottrina del bene, in particolare quella cristiana che gli è congenere, offrendo così veramente un contributo al superamento della crisi. Con la sua sobria razionalità, la sua ampia informazione filosofica e la forza della sua argomentazione, il presente libro è, a mio parere, di fondamentale importanza in quest’ora dell’Europa e del mondo. Spero che trovi larga accoglienza e aiuti a dare al dibattito politico, al di là dei problemi urgenti, quella profondità senza la quale non possiamo superare la sfida del nostro momento storico. Grato per la Sua opera Le auguro di cuore la benedizione di Dio.

Benedetto XVI

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