segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os Dez Mandamentos.


1. Amar a Deus sobre todas as coisas e não tomar Seu Santo Nome em vão:


Amar a Deus sobre todas as coisas: O primeiro mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nEle e a amá-Lo acima de tudo. Por isso mesmo, a superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus, é uma espécie de idolatria.


Alguns cristãos dizem que o culto que prestamos a imagens é uma idolatria que contraria este mandamento, mas isso não é verdade. Deus proibe ídolos, ou seja, imagens que são adoradas como se elas fizessem milagres.
As nossas imagens são como fotografias: nos lembram a pessoa amada. Além disso, no livro do Êxodo, capítulo 25, vemos que o próprio Deus mandou que se fizesse imagens de dois querubins paraque fossem colocadas sobre a Arca da Aliança. Também no Evangelho de João, capítulo 3, versículo 14 vemos a passagem do Antigo Testamento onde, por ordem de Deus, Moisés fez uma serpente de cobre e colocou-a sobre um poste. Essa imagem era prefiguração do Cristo, e todos os que para ela olhavam ficavam curados.


Há também, nas catacumbas de Priscila, em Roma, local onde os primeiros cristãos se escondiam dos perseguidores, a pintura da Virgem Maria com o menino Jesus em seus braços. Essa pintura é do século III. Não é possível que os cristãos do ano 200 fossem idólatras.


Um outro aspecto é o fato de este mandamento proibir o culto a deuses estrangeiros. Jesus Cristo é Deus verdadeiro, portanto a veneração de Sua imagem não traz malefício algum.


2. Não tomar Seu Santo Nome em vão:
Este mandamento proíbe o uso inconveniente do nome de Deus, de Maria e dos Santos.


As promessas feitas a outra pessoa em nome de Deus empenham a honra, a fidelidade, a veracidade e a autoridade divinas. Devem, pois, em justiça, ser respeitadas.


A blasfêmia consiste em proferir contra Deus palavras de ódio, de ofensa, de desafio, em falar mal de Deus. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, oprimir os povos, torutar ou matar.


3. Guardar domingos e festas de guarda e honrar pai e mãe:


Guardar domingos e festas de guarda: No Antigo Testamento, o mandamento prescrevia que se guardasse o sábado. No entanto, esse dia foi substituído pelo domingo através da Ressurreição de Cristo que, dessa forma, deu início a uma Nova e Eterna aliança com a humanidade.


O domingo deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa de preceito por excelência (Código de Direito Canônico, cânon 1246, 1). No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa (Código de Direito Canônico, cânon 1247), para isso os fiéis devem se afastar das atividades e/ou negócios que os impeçam o culto a ser prestado a Deus nesses dias.


Nenhum fiel pode tentar impedir sem necessidade que outro cumpra este preceito.


4. Honrar pai e mãe:


De acordo com este mandamento, Deus quis que, depois Dele, honrássemos nossos pais e os que Ele, para nosso bem, investiu de autoridade.


"A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar."


Os filhos devem aos pais respeito, gratidão, justa obediência, e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar.


Os pais devem ser responsáveis por educar os filhos na Igreja e têm o dever de atender, na medida de suas condições, às necessidades físicas e espirituais dos filhos.


Os pais também devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos. Lembrem e ensinem que a primeira vocação do cristão é seguir a Jesus.


5. Não matar e não pecar contra a castidade:


Não matar: Este mandamento, na verdade, é muito amplo. Entende a Santa Igreja que ele abrange não apenas a morte em si, mas uma série de outros itens:


a) A intenção em se destruir uma pessoa, mesmo que não se consiga;


b) Abrange também pessoas que em seus negócios provocam a morte ou a fome a outras pessoas e também àqueles que instituem leis ou estruturas sociais visando à degradação dos costumes e à corrupção da vida religiosa;


c) O aborto em qualquer situação, exceto quando um tratamento médico para uma outra enfermidade, por exemplo o câncer, acarreta em um aborto contra a vontade da mãe;


d) A eutanásia voluntária (prática segundo a qual se abrevia o sofrimento de um doente portador de enfermidade incurável tirando-lhe a vida de maneira indolor);


e) O suicídio;


f) O escândalo (quando, por ação ou omissão, se permite deliberadamente que o outro peque gravemente;


g) Quando se omite ajuda a alguém;


h) Provocar guerra;


i) A corrida armamentista (investimento em armas ao invés de condições melhores aos menos favorecidos).


Este mandamento não engloba a defesa armada de uma nação em caso de ataque, pois se trataria de uma legítima defesa.


A legítima defesa consiste em impedir que alguém tire nossa vida, uma vez que esta é o bem mais precioso que possuímos na terra. Não é pecado, mesmo que acarrete na morte do agressor, se esta for a única forma de defesa.


O Catecismo da Igreja Católica menciona como pecado contra o quinto mandamento até mesmo um professor que se ira contra os seus alunos.


6. Não pecar contra a castidade:


Ao criar o ser humano o Senhor dá, ao homem e à mulher, de maneira igual, a dignidade pessoal. Cada um deve reconhecer e aceitar sua identidade sexual, de acordo com o sexo que o indivíduo possua.


Jesus, Maria e José são modelos perfeitos de castidade e devem ser imitados. Ser casto consiste em integrar a sexualidade na pessoa. Inclui também a aprendizagem do domínio pessoal.


O uso de roupas provocantes com a intenção de se chamar a atenção de alguém do sexo oposto leva a pessoa a cometer este pecado. Em Fátima, Maria fala que ela deve ser modelo de como as mulheres devem vestir-se. Você mulher analise a si própria e veja se está se vestindo de acordo.


Há ainda, dentro deste mesmo pecado, coisas como a masturbação, a fornicação (sexo antes do casamento religioso), a pornografia (exibição pública dos atos sexuais), a prostituição, o estupro e a homossexualidade.


No caso da homossexualidade, especificamente, o Catecismo reconhece que muitas pessoas no mundo sofrem uma inclunação desordenada por pessoas do mesmo sexo, no entanto, convida a esses que aceitem isso como uma provação e não se entreguem ao seus instintos.


Diz também que devemos acolher os homossexuais com respeito, compaixão e delicadeza e evitar todo sinal de discriminação injusta.


Os irmãos e irmãs com tendências homossexuais são convidados, se forem cristãos, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar por causa da sua condição. Devem, gradual e resolutamente, se aproximar da perfeição cristã, através da oração e da graça sacramental, do autodomínio, da castidade e do apoio de uma amizade desinteressada.


7. Não furtar, não roubar e não levantar falso testemunho:


Não furtar ou roubar: Este mandamento proíbe a retenção indevida dos bens alheios ou a lesão do próximo com relação a eles, seja como for.


Vale a pena lembrar que a ajuda aos pobres é uma grande virtude. Portanto, uma pessoa avarenta (mão-de-vaca) "não entrará no Reino de Deus", diz o Apóstolo com todas as letras em 1Cor 6,10. O nosso trabalho também é para que possamos partilhar nossos lucros com aqueles que não têm condições.


O Catecismo nos lembra que o pecado contra este mandamento exige reparação.


É necessário que o fiel arrependido restitua o valor ou a mercadoria roubada.


Este mandamento também inclui a escravidão.


8. Não levantar falso testemunho:
A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia.


Este mandamento proíbe coisas como:


a) Falso testemunho e perjúrio (jurar falso, falar inverdades);


b) Respeito à reutação das pessoas (não revelar coisas que causem o prejuízo dos outros) - Isto inclui admitir como verdadeiro, mesmo em silêncio, um defeito moral do próximo. Também aquele que, sem razão, revela a pessoas que não sabem os defeitos dos outros;


c) Calúnia (invenção e propgação de inverdades a respeito de uma pessoa ao ponto que sua reputação fique prejudicada e outras pessoas passem também a ter falsos juízos a respeito dela) - Para isso é necessário que saibamos interpretar as palavras das pessoas quando comentam sobre as outras e a conhecer as "duas faces" da "história";


d) Maledicência (destuir por vontade própria a reputação do próximo);


e) Fanfarronice (faltar com a verdade) e ironia (modo de exprimir-se em que se diz o contrário do que se pensa ou sente);


f) Mentira (dizer o que é falso com a intenção de enganar);


O Catecismo menciona como pecado contra o oitavo mandamento a quebra de sigilos profissionais.


9. Não desejar a mulher do próximo e não cobiçar as coisas alheias:


Não desejar a mulher do próximo: Este pecado pode ser evitado ou corrigido através da purificação do coração e a prática da temperança (moderação dos instintos). Isso se faz com a oração, a prática da castidade e da pureza da intenção e do olhar.


Da mesma forma, não sejam as mulheres casadas ou solteiras causa de desejo aos homens. Vistam-se e comportem-se de maneira apropriada pois o pudor preserva a intimidade da pessoa. Não se deve mostrar aquilo que deve ficar escondido.


Este mandamento menciona qualquer desejo por outra mulher, principalmente a do próximo, ainda que seja apenas com um olhar.


Aos homens solteiros pede-se que busquem nas mulheres solteiras a pessoa com quem gostariam de se casar, para que possam admirá-las com respeito e retidão e ter relacionamentos puros, baseados no espírito cristão.


10. Não cobiçar as coisas alheias:


Este mandamento exige banir a inveja do coração humano. Designa o desejo pelas coisas dos outros. Não é pecado desejar obter as coisas que pertencem aos outros através de uma maneira justa.


A inveja é um vício capital (gera outros vícios) e é, segundo Santo Agostinho, "o pecado diabólico por excelência." Dela vêm o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria à desgraça alheia, e o desprazer com a prosperidade dos outros.


O cristão deve combater este pecado através da benevolência, humildade e do abandono nas mãos da Providência divina.


O desapego aos bens materiais é necessário para entrar no Reino dos Céus.

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